quarta-feira, janeiro 19, 2005


Frase do dia: ”Minha amiga, o que te roeu a blusa não foram as traças do armário, mas sim os monstros”.

Destróis agora o que construíste sem te lembrares que nem todos os gatos são pardos ou beiges siameses esquálidos irmãos junto às latas retrocedes entre a palavra e o gesto que encerra todos os verbos do princípio e do fim dos tempos de amanhã na última bala do revólver regressas como se nunca existisse o retorno para recomeçar neste momento o caminho em direcção da rotunda em que todas as saídas apontam para a última bala do revólver tentas ainda ver na miopia imaginando o que será tentando esquecer como foi o que ficou apenas como uma última bala no revólver revolves a manta de retalhos à procura de um cabelo daquela mesmo que amaste por um dia como uma navalha no coração que palpita em direcção da última bala no revólver passeias pela casa cantando e dançando assobiando aos pássaros sem ninho nas gaiolas em que as asas dormem na televisão de luzes cegas para o mundo como a caixa sem Pandora mas que a encerra na última bala do revólver acreditas então que é comigo que gritas sem sentires que não está em mim o que amas ou odeias pois mais uma vez gritas contra a parede aos murros sem respostas onde assinas em branco como um cheque o teu mundo escrito o teu nome dito sem mal ou mal dito que por maldade queres vivo quando se por bondade assassinas na última bala do revólver.


RMM

1 Comments:

Blogger MK said...

Certeira!

1:19 da manhã  

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AINDA NÃO ME DEI AO TRABALHO DE ORDENAR ALFABETICAMENTE (AZAR!)