quarta-feira, agosto 30, 2006

Frase como uma lâmina: “Como uma lâmina na língua fria”.



LETRAS DE UMA SÓ PALAVRA

“Quando a competição substitui a solidariedade, as pessoas vêem-se abandonadas aos seus próprios recursos, dolorosamente escassos e manifestamente insuficientes. A deterioração e a decomposição dos laços colectivos convertem-nas, sem o seu consentimento, em indivíduos de iure, mas um destino opressivo e ingovernável conspira no sentido de lhes negar o ingresso na categoria de indivíduos de facto. Se, nas condições da modernidade sólida, a desgraça mais temida era a impossibilidade para o indivíduo de se adequar à norma geral, hoje em dia, com o advento da modernidade líquida, o fantasma mais aterrador é o representado pelo medo de ficar para trás. Trata-se de um temor muito justificado, sem margem para dúvidas, quando temos em conta o abismo que separa a quantidade e qualidade dos recursos que exigiria, por um lado, a produção eficaz de uma segurança garantida para cada um, e, por outro lado, a confiança, a soma completa de meios materiais, instrumentos e capacidades que a maioria das pessoas pode razoavelmente aspirar a conseguir e a conservar”.


Zygmunt Bauman, confiança e medo na cidade



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AINDA NÃO ME DEI AO TRABALHO DE ORDENAR ALFABETICAMENTE (AZAR!)